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4 de jun. de 2014

Raspberry Pi

Um computador, na realidade um mini computador, de baixo custo, do tamanho de um cartão de crédito, que pode ser acoplado a uma TV digital ou a um monitor de computador. Pode ainda receber um cartão de memória comum (como os de câmeras digitais). Você pode ainda usar o Raspberry Pi com um teclado e mouse. Possui entrada USB. Enfim , um completo mini computador.

Com um sistema operacional open source - o NOOBS (New Out Of the Box Software) - o Raspeberry Pi possui ainda versões específicas de diversas distribuições Linux. 



Excelente para os mais variados usos, desde navegar na Internet, ouvir música, assistir TV, planilhas eletrônicas, editores de texto, programação (isso mesmo e usando Python) e se você se esforçar um pouco mais poderá criar dispositivos para o crescente mercado de Internet das Coisas (que será assunto de um próximo post aqui no blog). Pode ser usado inclusive por crianças para o ensino de lógica de programação entre outras finalidades acadêmicas.

O projeto surgiu em 2006 na Inglaterra e começou a ganhar força em 2008 com a evolução dos processadores para dispositivos móveis.

Site Oficial: http://www.raspberrypi.org/

Tutoriais: https://www.youtube.com/user/RaspberryPiTutorials/videos

O que é o Raspberry Pi (em inglês)




Configurando seu Raspberry Pi (em inglês)

4 de fev. de 2014

Big Data gera erro na previsão do vencedor do Super Bowl - Information Week


Muito interessante o texto da Gabriela Stripoli e publicado pela Information Week. Os velhos conceitos de certeza, incerteza e risco ficam aqui ainda mais evidentes e demonstram que os dados coletados e a análise gerada pelo Big data deve ser considerado apenas como mais uma (apesar de bastante completa) fonte de informação para a tomada de decisão, mas jamis deve ser a única e não podemos esquecer o conceito de risco e suas probabilidades.

As decisões são tomadas sob diversas condições ou aspectos: condições de certeza, condições de incerteza e condições de risco. As decisões programadas normalmente oferecem um grau de risco menor do que as decisões não-programadas.

Em se tratando das decisões tomadas sob certeza, o decisor tem conhecimento das conseqüências ou resultados de todas as alternativas, sendo assim, pode escolher a melhor dentre as alternativas propostas. A situação ideal para a tomada de decisões é a de certeza, ou seja, o administrador pode tomar decisões precisas, pois o resultado de cada alternativa é conhecido.

Com relação às decisões tomadas sob condições de incerteza, os resultados são desconhecidos e gerados sob probabilidades, onde o decisor tem pouco ou nenhum conhecimento das informações que formam as alternativas.

Na tomada de decisão com risco, todas a alternativas têm um resultado específico e são projetadas sob probabilidades conhecidas. O tomador de decisão conhece todas as alternativas e sabe que o risco é inevitável.


A tomada de decisão está diretamente relacionada ao potencial informativo do Sistema de Informação da empresa, e este dever ser o mais útil possível na geração da melhor informação no auxilio ao gestor.

Big Data gera erro na previsão do vencedor do Super Bowl - Information Week

Quem acompanha o futebol americano da NFL e a área de tecnologia pode ter visto, na semana passada, uma empresa especializada em tecnologia de compra de publicidade online em tempo real anunciar que havia previsto o vencedor do Super Bowl por meio de sua ferramenta de Big Data. Seriam os Denver Broncos, para a Varick Media Management (VMM).

Eles erraram feio. Os Broncos não só saíram derrotados pelo Seattle Seahawks, como foi uma vitória de lavada do time da costa oeste. Seria então o Big Data, tido como imenso recurso de TI para tomada de decisões, uma armadilha?

Claro que não. O gerente de produtos de high-performance analytics do SAS, Marcos Pichatelli, explica que o erro básico da VMM foi de metodologia. Quando a companhia usou as estatísticas anteriores dos jogos da NFL para abastecer sua solução, ela conseguiu um resultado estatístico de chance de vitória de cada um dos times. Ainda assim, não conseguiu contemplar variáveis não mensuráveis – como outros jogadores em campo, influência da temperatura, e até mesmo nervosismo dos atletas. “É muito espaço pra erro. Vamos pensar nos últimos cem jogos. Durante essas partidas, foram, jogadores diferentes, estádios diferentes, condições atmosféricas diferentes, muita coisa imponderável”, exemplifica.

A SAP, em nota, também comentou o caso à reportagem da InformationWeek Brasil. “Estamos prevendo um evento isolado com muito pouco dado sobre partidas entre os dois times – apenas dois encontros anteriores com escalação similar – para um grande evento em um dia”, ressalta a companhia. “A margem para erro era muito ampla, e por isso é muito difícil prever com 100% de certeza”, complementa.

Com isso, podemos tirar algumas elucidações para o mercado corporativo. Entre os cuidados que podemos tomar com dados estatísticos e análises preditivas em cima de Big Data, em primeiro lugar, é importante pensar que o resultado de uma análise é baseado em um grupo de indivíduos e um grupo de ações. “Quando algum cliente, uma empresa de telecomunicações que quer saber os clientes com maior probabilidade de abandonar e passar para um concorrente, por exemplo, fornecemos para o cliente um ranking com as maiores probabilidades”, esclarece Pichatelli. “Ou seja, se você fizer uma ação de retenção naquele grupo, você terá um investimento menor e um retorno maior”, complementa.

Além da metodologia, outra lição se dá pela qualidade da amostra. “O que essa empresa fez eu chamo de ‘barbeiragem técnica’. Não conheço nenhum estatístico que daria uma resposta certeira de sim ou não, fora de uma probabilidade”, brinca o especialista. Isso fica claro quando traçamos um paralelo – como calcular o risco de algo que não aconteceu, ou aconteceu muito pouco? Em exemplo prático, é impossível calcular as futuras perdas de uma agência bancária em São Paulo em um dia de protestos. “Os dados disponíveis são poucos, não foram tantos protestos assim. Não houve recorrência. É um grande perigo fazer estatística com dados históricos fracos”, elucida.

Assim, no mundo empresarial, o diferencial do Big Data é aumentar os dados a serem concluídos e analisar grandes volumes de informação para chegar a um resultado mais aproximado da realidade. A tecnologia permite usar recursos brutalmente mais potentes para aumentar a base de dados disponíveis, não para melhorar a amostra.

E quando um executivo toma uma decisão errada em cima dos dados? Pichatelli recomenda dois caminhos – reavaliar a qualidade da amostra e a metodologia utilizada. E dificilmente um erro dramático de análise preditiva aconteceria em um resultado dado por uma ferramenta de Big Data. “A boa técnica em um modelo preditivo já prevê isso dentro do processo de modelagem. A gente separa dados para usar nas massas de dados e testar esse modelo, pois ela simula os resultados em cima dos dados”, conta o executivo do SAS.

E, convenhamos… Se o Big Data fosse capaz de gerar análises preditivas sobre tudo, seria o fim do esporte. “Como vimos na noite passada, pode ser muito difícil prever o elemento humano do jogo, e é isso que torna o jogo empolgante”, pontua a SAP.

3 de fev. de 2014

Exigência de Presença na pré-escola


Escolas de todo o país vão exigir 60% de presença na pré-escola

As famílias das quase 5 milhões de crianças na pré-escola de todo o país terão uma preocupação a mais neste ano. Uma lei federal passou a exigir que os alunos nessa etapa tenham ao menos 60% de presença. Vale para crianças na faixa de quatro e cinco anos, da rede pública e particular.
Em termos absolutos, o aluno não pode faltar mais do que 80 dos 200 dias letivos ou 320 das 800 horas anuais.
Caso a criança ultrapasse esse patamar, pais e escolas poderão ser obrigados a apresentar explicações às supervisões municipais de ensino (que devem fazer avaliações periódicas dos relatórios da rede pública e particular).
Os casos graves de faltas podem ser encaminhados ao conselho tutelar ou ao Ministério Público, segundo a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.
No limite, os pais correm o risco de serem punidos com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, por descumprimento de dever inerente ao poder familiar (multa de 3 a 20 salários mínimos; isto é, de R$ 2.172 e R$ 14.480).
Por outro lado, a lei federal que prevê o controle de faltas é clara em dizer que a criança não pode ser reprovada na pré-escola.
Editoria de Arte/Folhapress
A NORMA
A frequência mínima está prevista em lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff em abril de 2013, que regulamenta a obrigatoriedade das matrículas no país (até 2016, todas as crianças e adolescentes de 4 a 17 anos deverão estar na escola).
A restrição às faltas não ganhou repercussão à época, mas passará a ser cobrada neste ano, segundo o Ministério da Educação e a Secretaria Municipal de Educação.
Na capital paulista, por exemplo, alguns supervisores de ensino já avisaram as escolas que vão acompanhar a frequência das crianças.
A restrição pode atingir, por exemplo, famílias que viajam de férias durante o período letivo -como a pré-escola não tem currículo rígido como do ensino fundamental ou médio, alguns pais sentem mais liberdade em não levar a criança para o colégio.
Localizada na zona oeste de São Paulo, a escola Jacarandá enviou informe aos pais pedindo que sejam evitadas "faltas desnecessárias", devido à nova lei.
A diretora da escola, Tania Rezende, disse, porém, serem raros os casos de crianças que extrapolem o limite de faltas. E aponta que a supervisão de ensino precisa relevar casos de problemas sérios de saúde ou de desenvolvimento.
Já o diretor do colégio Equipe, no centro de São Paulo, disse que ainda não foi instruído por nenhum dirigente de ensino sobre a regra. "Como não está claro o objetivo da lei, ela fica meio inócua."
À Folha o Ministério da Educação disse que a frequência foi imposta "porque não havia baliza de frequência mínima para ser utilizada por operadores do direito ou agentes públicos para atestar que o direito das crianças pequenas estavam garantidos".
Até então, havia frequência mínima apenas para os ensinos fundamental e o médio (75% de presença).
"A educação infantil tem currículo, objetivos", disse o secretário municipal de Educação de São Paulo, César Callegari, cuja pasta é responsável pela supervisão do ensino infantil na cidade. "A presença é importante para que o currículo seja desenvolvido."
Ex-membro do Conselho Nacional de Educação e atual integrante do Conselho Estadual de Educação paulista, a pedagoga Sylvia Gouvêa afirma que o acompanhamento das faltas parece ser uma medida meritória, mas cobra que sejam divulgados explicitamente os procedimentos a serem adotados em caso de muitas ausências.
"A verificação da frequência não deve ter caráter punitivo, mas educativo."

30 de jan. de 2014

Educação Superior em cursos de 2 anos


Um tema recorrente e que aqui no Brasil ainda é alvo de muito preconceito. Não me canso de ver anúncio de emprego / estágio de grandes empresas exigindo cursos de 4 anos, como se a formação de 2 anos fosse inferior ou menos qualificada.

Alguns concursos públicos, vejam a contradição, não admitiam tecnólogos apesar de ser um curso oficial aprovado pelo MEC e pelo governo. Recentemente, vi um concurso onde isso havia sido resolvido, porém o salário era menor para a carreira onde o concursado fosse tecnólogo. Podemos melhorar aqui....

A reportagem abaixo é excelente e deveria ser lida, entendida e aplicada abrangentemente aqui no Brasil.

Nos EUA, faculdades de dois anos atendem mais de 50% dos alunos

José Tadeu Arantes
Da Agência Fapesp 30/01/2014 08h56

Metade da educação superior dos Estados Unidos é provida por faculdades que oferecem cursos de curta duração. Os community colleges, com cursos de dois anos, recebem de 55% a 60% dos calouros.

E essas escolas, que antes eram consideradas opções apenas para alunos pobres ou provenientes das "minorias étnicas" (negros, latinos etc.), atraem cada vez mais os filhos da chamada "classe média branca", em um país em que todo o ensino superior é pago e caro – e em que a dívida estudantil se tornou a segunda maior dívida das pessoas físicas: perde para a dívida imobiliária, mas é maior do que a dívida com cartões de crédito.

O assunto foi tema da pesquisa "Estados Unidos: educação superior como política de desenvolvimento – papel dos community colleges, de Reginaldo Carmello Corrêa de Moraes, professor titular aposentado do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (IFCH-Unicamp).

Realizado com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o estudo deverá ser publicado em livro este ano, pela Editora da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Deverá sair na coleção de estudos internacionais mantida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-Ineu).

"Enfoquei o papel dos community colleges na educação superior americana e o papel da educação superior americana no desenvolvimento dos Estados Unidos. Como pano de fundo para a investigação dos community colleges, procurei fazer uma reconstrução da educação superior americana desde o início do século XIX: como as velhas faculdades da época colonial se encontravam quando os Estados Unidos conquistaram sua independência; quais eram os desafios enfrentados pelo sistema educacional; e como ele se estruturou, etapa por etapa, a partir de então", disse Moraes à Agência Fapesp.

Os community colleges surgiram no começo do século 20, com o objetivo de transpor o fosso que havia entre o ensino médio e o ensino superior.

"A escola média norte-americana, a high school, que se massificou no começo do século 20, não é bem uma escola preparatória para o ensino superior. Ao contrário do que ocorre no sistema europeu, sobretudo o francês e o alemão, em que o ensino médio é muito importante e de muito alta qualidade, a high school norte-americana era, e continua sendo, muito frágil", disse Moraes.

Uma formação equivalente à do liceu francês ou à do ginásio alemão, de acordo com Moraes, só é obtida, nos Estados Unidos, nos dois primeiros anos da faculdade.

"Os community colleges surgiram para cobrir esse vão, cumprindo papel propedêutico. Na ocasião, chamavam-se junior colleges, em contraponto às faculdades de quatro anos, chamadas de senior colleges", disse Moraes.

Os community colleges modificaram-se ao longo do tempo, agregando cursos com vocação profissionalizante, e deslancharam depois da Segunda Guerra Mundial, quando o Estado federal assumiu um papel muito grande na massificação do ensino superior.

Até essa época, o ensino superior norte-americano era dominado pelas universidades privadas, que são, até hoje, as instituições de maior prestígio, como Harvard, Stanford, Columbia, Princeton, Yale, MIT, entre outras.

"O núcleo duro da educação superior norte-americana era esse setor privado. Isso mudou completamente depois da guerra. Houve uma massificação muito grande, promovida pelo governo federal por meio de políticas de inclusão. Por exemplo, foram distribuídas maciçamente bolsas aos soldados veteranos para que eles pudessem cursar faculdades. Foi uma revolução que mudou a composição do ensino superior, que passou a ser predominantemente público", disse Moraes.

No setor público cresceu, concomitantemente, o ensino superior de curta duração. Ele confere um diploma ao fim de dois anos e possibilita que o indivíduo tente, depois, uma complementação de dois anos em uma faculdade de longa duração. Há programas muito detalhados de articulação e transferência, permitindo que, mediante avaliação, os dois anos feitos nos community colleges sejam reconhecidos nas faculdades de longa duração.

Segundo Moraes, os estudantes de cursos superiores norte-americanos distribuem-se, grosso modo, na seguinte proporção, segundo dados de 2011:

Escolas privadas sem fins lucrativos mantidas por fundações (como Harvard, Stanford, Columbia, Princeton, Yale e MIT): 19% dos estudantes
Escolas privadas com fins lucrativos mantidas por grupos empresariais: 9%
Escolas públicas (englobam as grandes universidades estaduais, como a Universidade da Califórnia, a Universidade do Texas, a Universidade da Flórida, e cerca de 1.100 community colleges): 72%
Vale lembrar que as escolas públicas também são pagas, embora haja elevado número de bolsistas. E que os recém-formados já ingressam no mercado de trabalho com grandes dívidas resultantes do custeio de seu estudos.

"É um sistema contraditório, que, por um lado, resolveu de modo satisfatório o problema da descentralização geográfica, elemento fundamental de democratização, propiciando ao candidato ter uma escola a pelo menos 50 quilômetros de sua casa, de modo a não precisar mudar de cidade para acessar o ensino superior; e que, por outro lado, possui distorções gravíssimas, sendo muito elitizado, hierarquizado e dependente de recursos problemáticos, como a economia da guerra, antes, e o endividamento estudantil, agora", disse Moraes.

O pesquisador citou o caso de Harvard como exemplo da elitização. "Uma graduação em Harvard custa, em média, US$ 40 mil anuais (quase R$ 8 mil reais por mês), só com o preço da faculdade, sem contar moradia, alimentação, material didático e outras despesas – o que, para a média das famílias americanas, constitui um gasto absolutamente inviável", disse. "Claro que as universidades públicas são bem mais baratas, mas seu custo subiu muito mais do que o aumento da renda média das famílias nos últimos anos."

Perto de 120 universidades compõem o pelotão de elite do sistema – e incluem grandes universidades estaduais. São elas que concentram cerca de 70% dos doutorados, 70% das verbas de pesquisa e de onde saem os principais quadros intelectuais do país, afirmou o pesquisador.

Publicação

Conforme escreveu Moraes no livro que será publicado (ao qual a Agência Fapesp teve acesso), a pesquisa realizada por ele buscou compreender a estrutura e a história da educação superior norte-americana, tentando mostrar como se formou, passo a passo, "um conjunto de dispositivos que enfrentavam desafios mutantes: formar as elites, incorporar os imigrantes e americanizá-los, fornecer força de trabalho qualificada, inventar e inovar, gerar uma cultura hegemônica para uma nação com inclinação imperial".

A narrativa, que segue a ordem cronológica, deixa de lado o período colonial e toma como ponto de partida o momento de formação da jovem república, nas primeiras décadas do século 19. E delimita as etapas subsequentes com base em dois grandes eixos conceituais.

Primeiro, os fatos notáveis que constituem a superfície visível e imediata da história, como a Lei Morrill, que criou uma rede de escolas superiores no país mediante a doação de terras federais, ou o ato de reinserção dos veteranos, o G.I. Bill, que massificou o sistema de ensino superior depois da Segunda Guerra Mundial, colocando o setor público e, principalmente, o governo federal e os governos estaduais como protagonistas da expansão.

O segundo eixo abrange as transformações de longo prazo da sociedade norte-americana, com redirecionamentos e efeitos perceptíveis a cada três ou quatro décadas, como as mudanças demográficas, econômicas, na estratificação social, no aparecimento de processos e produtos marcantes, identificadores de uma era (a ferrovia, o automóvel, o avião, a informática e a telemática, a biotecnologia etc.).