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9 de fev. de 2017

Ok, Google: conheça comandos de voz para usar com o Google no celular

Fonte: Olhar Digital

GUSTAVO SUMARES 08/02/2017 17H45h

Algumas pessoas acreditam que, no futuro, todos os dispositivos eletrônicos serão controlados por voz. Essa realidade pode ainda estar bem distante, mas, se você tem um smartphone Android, já tem muitas coisas que pode fazer sem precisar sequer encostar nele.
Isso é graças ao Google Now, o assistente pessoal do Google que é integrado ao buscador. Ele consegue analisar dados do aparelho, das suas contas do Google e da sua região para dar respostas e sugestões ao comando da sua voz. E ele é capaz de fazer algumas coisas bem surpreendentes.
Para ativá-lo, basta dizer "Ok, Google". Se isso não funcionar, abra o aplicativo do Google e aperte o botão de microfone do lado direito da barra de busca. Com isso, o aplicativo começará a te ouvir. Em seguida, diga a ele o comando que você quiser, e ele o realizará.
Abaixo, listamos 58 comandos de voz que funcionam com o Google Now. Quando um termo estiver entre colchetes [assim], ele deve ser substituído por algo dessa categoria. Comandos menos claros são esclarecidos com exemplos em seguida. Assim que você perder a vergonha de falar com seu celular, verá que às vezes é muito mais fácil pedir que ele faça algo para você do que fazê-lo você mesmo. Confira:

Ações:

"abra [aplicativo]"
"entre no site [nome do site]"
"ligue para [nome do contato]"
"envie uma mensagem para [contato]" (você também pode falar: "Envie uma mensagem pelo [aplicativo] para [contato]". Por exemplo: "Envie uma mensagem pelo WhatsApp para o Marcelo")
"Mande um e-mail para [contato]" (por padrão, o Google usa o Gmail)
"Marque um alarme para [horário]"
"Marque um timer para daqui a [tempo]"
"Me lembre de [fazer algo] [em algum horário] [em algum lugar]" (por exemplo: "Me lembre de ligar para o Marcelo amanhã às 10 da manhã", ou: "Me lembre de comprar manteiga quando eu estiver no supermercado". No primeiro caso, o lembrete fica vinculado ao horário; no segundo, à sua localização)
"Me mostre fotos de [local ou objeto ou pessoa]" (por exemplo: "Me mostre fotos da Kim Kardashian"; "me mostre fotos de Berlim"; "me mostre fotos de melancias quadradas")

Busca:

"[palavras chave]" (diga uma sequência de palavras e o Google pesquisará aquilo)
"Quando é/foi/vai ser [evento]?" (por exemplo: "Quando é o próximo jogo do Corinthians?" ou: "Quando foi a Segunda Guerra Mundial?" ou: "Quando vai ser a Páscoa?")
"O que significa [palavra]?" (o Google lerá para você a definição daquela palavra)
"De onde vem a palavra [palavra]?" (o Google lerá para você a melhor explicação que ele encontrar)
"O que significa [sigla]?" (por exemplo: "O que significa PMDB?")
"Como vai ser o tempo amanhã?" (frases parecidas, como "eu vou precisar de um guarda-chuva amanhã?", também funcionam)
"Qual o preço das ações da [empresa]?"
"Quanto está valendo o/a [moeda]?" (por exemplo: "Quanto está valendo o dólar?" ou "quanto está valendo a libra?")
"[cálculos matemáticos]?" (por exemplo: "Quanto é 15 vezes 3?", "quanto é 762.634 dividido por 734?", "quanto é 666 elevado ao cubo?", "qual é a raiz quadrada de 7?", "quanto é 11% de 11?")
"Quem é [pessoa famosa]? (por exemplo: "Quem é Barack Obama?", "quem é Lady Gaga?", "quem é Aaron Turner?", "quem é Mano Brown?", ou ainda: "Quem é a irmã da Kim Kardashian?", "quem é o pai do Luke Skywalker?")
"Quem fez [ação]?" (por exemplo: "Quem escreveu 'Dom Casmurro'?", "quem pintou o quadro 'Guernica'?", "quem inventou o avião?", "quem fundou a Anistia Internacional?", "quem dirigiu o filme 'A Criada'?", "quem projetou Brasília?")
"Qual é a idade de [pessoa famosa]?"
"Quantos anos tem [monumento]?"
"Qual é a altura de [pessoa famosa]?"
"Qual é a altura de [prédio/monumento famoso]?"
"Como faz [receita]?" (por exemplo: "Como faz caipirinha?" ou: "Como faz feijoada?")
"Que som faz um [animal]?" (por exemplo: "Que som faz um gato?")

Navegação:

"Me mostre o caminho para [endereço]" (se tiver definido anteriormente o endereço da sua casa, por exemplo, você também pode simplesmente falar: "Me mostre o caminho para casa")
"Me mostre o mapa de [cidade, bairro ou região]"
"Onde fica o [serviço] mais próximo?" (por exemplo: "Onde fica a pizzaria mais perto daqui?" ou: "Onde fica o supermercado mais próximo de onde eu estou?")
"Onde fica o [lugar específico]?" (por exemplo: "Onde fica o estádio do Pacaembu?" ou: "Onde fica o mercado da Lapa?")
"Como eu faço para chegar em [lugar] de [meio de transporte]?" (por exemplo: "Como eu faço para chegar no Maracanã de ônibus?" ou: "Como eu faço para ir de bicicleta até o Flamengo?" ou: "Como eu vou de metrô até Copacabana?")
"A que distância fica [cidade, bairro, região ou lugar]?"
"Me mostre as atrações próximas daqui" (o Google mostrará lugares interessantes num raio de 5 quilômetros de onde você está)

Entretenimento:

"Contra quem o [time] vai jogar em seguida?" (mostra qual será o próximo jogo do time)
"Quanto foi o último jogo do [time]?"
"[nome de time ou de um jogador]" (isso fará com que o Google mostre informações básicas sobre um time ou jogador)
"Me mostre o trailer de [filme]"
"Me mostre um vídeo de [qualquer coisa]" (por exemplo: "Me mostre um vídeo de como se fabricam sapatos", "me mostre um vídeo de um casamento indiano", "me mostre um vídeo de alguém abrindo uma garrafa de cerveja com o suvaco". O Google pesquisará por vídeos disso no YouTube e mostrará os resultados mais relevantes)
"Toca música" (abre o seu aplicativo de música mais usado e inicia uma playlist aleatória)
"Toca [banda ou artista]" (às vezes não funciona com bandas ou artistas com nome em inglês)
"Programação do [nome do cinema]" (mostra os filmes e os horários que estão passando naquele cinema)
"Programação de [filme]" (mostra os horários e locais onde o filme está passando)

Dicas e truques:

"Me dê ideias de presente de [feriado ou data comemorativa]"
"What does the fox say?"
"Metrônomo" (ativa um metrônomo)
"O que é/ quais são os sintomas de [doença]?"
"Quantas calorias tem [quantidade] de [comida]?"
"Do a Barrel Roll"

Controle do smartphone:

"Tire uma foto"
"Ative a lanterna"
"Ligue o Wi-Fi/Bluetooth/NFC/GPS"
"Aumente/diminua o brilho da tela"
"Aumente/diminua o volume"
"Desative o som"

Viagem:

"Como se diz [frase] em [língua]?" (por exemplo: "Como se diz 'eu quero ir para casa' em inglês?" ou: "Como se diz 'onde fica o banheiro?' em japonês?")
"Que horas são em [cidade]?"
"Quanto vale [valor em uma moeda] em [outra moeda]?" (por exemplo: "Quanto dá 60 euros em reais?")

"Me mostre informações sobre meu voo" (se houver informações sobre seu voo no Gmail, o Google as lerá para você)

30 de jan. de 2017

Disputa Oracle versus Google vai a novo round e pode afetar o futuro do software

Disputa Oracle versus Google vai a novo round e pode afetar o futuro do software


Na sua opinião, faria sentido se um restaurante que tem em seu cardápio o item “hambúrguer” abrisse processo contra outros restaurantes que também vendem hambúrgueres? Ou uma fábrica que faz cabeças de martelo entre com uma ação contra outras que produzem peças do mesmo item?
Pois se essas analogias parecem tanto simplórias quanto óbvias, o caso Oracle v. Google, a respeito de patentes sobre a API do Java, pode te surpreender. Esses foram alguns dos argumentos e analogias feitas para contextualizar o que são APIs e reimplementações de software para um júri de leigos.
Um júri cuja decisão pode colocar em risco o futuro do desenvolvimento de software no mundo.

O quê, onde e por quê?

Em 2007, o Google lançou sua primeira versão do Android, com a reimplementação de partes  do código fonte da linguagem de programação Java. Essa linguagem é proprietária, e naquele momento, era de posse da Sun Microsystems.
Três anos de prosperidade e crescimento da plataforma Android depois, a Sun foi adquirida pela Oracle, e com isso, todos os direitos relacionados ao Java. Meses depois, foi aberto o processo da Oracle contra o Google, por infringimento de patentes das tecnologias Java.
Desde 2010 já foram tomadas três decisões judiciais nesse processo: primeiro, a favor do Google, e em seguida, da Oracle.  Em novo processo, aberto em maio de 2016, o Google ganhou novamente.
Essa terceira decisão foi feita há cerca de três meses, em maio. E neste mês, os advogados da Oracle voltaram a entrar com pedido para um novo julgamento. Será mais uma fase da batalha, que já tem até um novo capítulo marcado para o dia 22 de setembro: na data, será debatida a divulgação de informações financeiras confidenciais feita pela advogada da Oracle em janeiro – o Google quer que sejam aplicadas sansões à advogada.
Nesse meio tempo, a Oracle também toma medidas agressivas, como afirmar-se como uma das financiadoras do “The Google Transparency Project”, grupo que tem como objetivo investigar lobbies da gigante de buscas no governo americano.
O contexto do Processo
Trocando em miúdos, o processo original era por infringimento de patentes. A Oracle alegava que o Google havia utilizado a linguagem Java indevidamente, para criar o sistema Android, com base em lucro.
É claro que o Google não fez um Ctrl C, Ctrl V das APIs do Java, e colocou tudo dentro do Android. O que eles fizeram na criação do sistema  operacional foi reimplementar a API, usando uma forma semelhante, com protótipos parecidos para os métodos e uma lógica e estrutura geral que seguia a mesma linha.
Assim, a aceitação por parte de novos desenvolvedores da plataforma Android seria praticamente imediata: qualquer um que soubesse Java automaticamente saberia programar para Android também. A compatibilidade de ferramentas e recursos também seria facilitada.
Ainda mais: na época em que o Android começou a ser desenvolvido, o CEO da Sun Microsystems, Jonathan Shwartz, parabenizou o Google pelo Android, dizendo que era um grande passo para a comunidade, já que o Java era livre e gratuito para o uso. Isso ocorreu em 2007, anos antes de a Sun ser comprada pela Oracle.
Porém, somente alguns meses depois da aquisição, o processo foi aberto. No total, a Oracle afirmava que havia 37 diferentes infrações às APIs do Java, incluindo a estrutura e implementação do Java. Também estava evidente que a estratégia da Oracle em relação ao Java já era bem diferente da forma com que a Sun encarava sua linguagem.

A primeira decisão

Em 2012, o juri decidiu que APIs, por seu caráter altamente funcional, não poderiam ser alvo de patentes. A Lei de Patentes dos EUA (Copyright Act) indica que processos, métodos e sistemas de produção não podem ser patenteados, e as APIs alvo do processo se encaixariam nessa definição.
Nesse momento, chegamos à primeira grande dúvida e discussão aberta por todo esse processo: o que são APIs, do ponto de vista criativo, produtivo e, é claro, judicial? São métodos? São obras criativas, como é a arte?
Ou será que somente a estrutura e organização da API pode ser patenteada? Ou as APIs são como qualquer outro tipo de software, e devem ser protegidas contra cópias e pirataria?
Em particular, chega-se a um impasse, já que esse tipo de discussão ainda não avançou fortemente em praticamente nenhum tribunal do mundo.
Nos Estados Unidos, a maioria das decisões em casos anteriores, envolvendo disputas em torno de software, haviam sido tomadas com base no Copyright Act, encaixando o software (ou a cópia) em casos de plágio de obras criativas tradicionais, como se decide a respeito de cópias de obras de arte ou processos industriais.

A segunda decisão

Após a primeira decisão, houve apelação por parte da Oracle, no circuito Federal de Tribunais dos EUA, que decidiu a favor da Oracle com base na mesma lei. A prerrogativa usada foi que APIs são um trabalho de criação original, e que assim, a estrutura, sequência e organizaçãodesse tipo de software podem ser objeto de patente.
Essa decisão, tomada em maio de 2014, colocou o Google contra a parede, obrigando-os a usar a defesa do “Uso Justo” (Fair Use) como último recurso.
Dentro da legislação estadounidense, o Fair Use possibilita o uso criativo de trabalhos anteriores, desde que certas condições sejam satisfeitas. Por exemplo, um filme que faça paródia de outro, ou textos que contenham citações e trechos copiados (com a devida fonte, é claro).
Assim, o processo de patentes se transformou em um processo de Fair Use. Isso não apenas deixou a questão do infringimento das patentes no ar, como abriu uma discussão totalmente nova: a reimplementação de uma API é considerada uma cópia? Uma inspiração? Um novo trabalho criativo?
Nesse contexto, chegamos à terceira e final (por enquanto) dessa disputa judicial.

A terceira decisão

Uma nova disputa foi aberta, dessa vez com a tentativa de defesa do Google, baseada no Fair Use. Esse julgamento ocorreu esse ano, em maio. A Oracle procurava ressarcimento de 9 bilhões de dólares.
Esse novo julgamento deixou tudo ainda mais confuso. A política de Fair Use dificilmente seria adequada para um debate sobre software, ainda mais um software de interface de linguagem de programação, como foi o caso.
O julgamento mostrou muita criatividade dos advogados que apelaram para descrições e analogias como as que coloquei na Introdução. A defesa do Google se sustentou sobre exemplos cotidianos, como o mesmo nome para pratos em diferentes restaurantes, o que também acontece nas duas implementações da API Java.
Por exemplo, a biblioteca java.security existe tanto na implementação do Android quanto da Oracle, e mostra ao desenvolvedor que ele irá encontrar métodos para proteger e transferir dados de forma segura.
Nessa lógica, um processo sobre uma API faria tanto sentido quanto uma empresa que produz parafusos processar outra que esteja lucrando com a venda de uma máquina montada com esses parafusos.
Afinal, eles têm forma de parafuso e função de parafuso, porque são parafusos.
Não é o mesmo código, não são idênticos, mas têm forma e função parecidos, porque é assim que deveria ser. Com essa argumentação, o Google procurou mostrar que estava usando o conceito de Fair Use para gerar novas criações.
Juridicamente, a decisão sobre algo ser coberto pelo Fair Use recai sobre certos questionamentos, que envolvem tanto o trabalho criado originalmente quanto o modificado. Por exemplo:
  • Quão grande foi a modificação do trabalho original?
  • O trabalho original foi impactado em seu mercado ou oportunidades geradas para seus criadores?
  • A cópia teve fins comerciais?
Aplicar o Fair Use é afirmar que o material em questão é protegido por copyright, mas que seu uso não autorizado serve a uma necessidade pública maior.
O problema é que aplicar esse conceito a APIs não é uma das melhores ideias, porque APIs são elementos funcionais: mesmo após implementadas, se não estão sendo usadas, não servem para nada, mesmo que o sistema por trás (o Java, no caso) esteja em funcionamento.
Sendo assim, o Fair Use, criado para proteção de trabalhos criativos sobre cópias não autorizadas não se encaixa bem, porque APIs são essencialmente funcionais.
Mas como as APIs do processo já haviam sido declaradas patenteáveis (e houve código patenteado parcialmente copiado pelo Google) em 2012, essa era a única forma de defesa das acusações da Oracle.
Em 26 de maio de 2016, o juri responsável pela decisão deu ganho de causa para o Google, já que sua reimplementação servia ao caso de Fair Use.
E é claro, a Oracle pretende apelar, como já fez após a primeira decisão.

E por que devo me importar com isso?

A vitória da Oracle poderia abrir precedentes para casos bastante complicados no mundo do TI. E isso poderia afetar de forma imprevisível toda a economia mundial.
Afinal de contas, reimplementações de APIs são comuns desde que APIs existem. A própria Oracle já lançou mão dessa estratégia de engenharia de software, tendo produtos com reimplementações do SQL (linguagem para buscas em bancos de dados), vindas de código originalmente criado pela IBM.
Até as  próprias APIs do Java, criadas pela Oracle, são reimplementações de linguagens de programação como Perl 5 e C.
Irônico, não?
O resultado favorável à Oracle poderia dar o poder de limitar, através de processos judiciais, diversas startups e projetos open source, com a liberdade de derrubar tais projetos.
Há vários outros exemplos, que foram usados pelo Google em sua defesa, para indicar que essa é uma prática comum e recorrente no mercado, e que sua proibição seria uma quebra de paradigmas nunca antes vista, colocando em risco toda a estrutura de TI conhecido.
Se reimplementações são infrações às patentes de APIs, toda a indústria de tecnologia e API passará a ter as mãos sujas. Dificilmente os grandes negócios sobreviveriam.
A inovação possivelmente seria interrompida ou teria sua velocidade fortemente reduzida, no que envolve diferentes implementações e integrações entre software.
Startups e projetos de código aberto provavelmente não teriam a inércia necessária para saírem do papel.
O futuro do software e de muito da economia pode depender disso. No primeiro julgamento no circuito Federal de Tribunais, a decisão foi a favor da Oracle. E agora?
Só o futuro dirá. Mas por ora, é bem possível que a relevância de Java no cenário de desenvolvimento diminua, e já vemos alguma movimentação em direção a outras linguagens, sendo o Node.js uma delas.
Outra tendência é que as APIs tenham seus termos de uso e condições jurídicas bem esclarecidas. Já falamos sobre isso no post do blog da Sensedia: Blocos de Construção para Exposição de APIs.
Antes a dúvida pairava somente se o fornecedor da API poderia mudar a interface dela sem avisar, causando uma quebra do seu código. Agora, é necessário também avaliar mais cuidadosamente se você realmente pode usar essa API, sob quais regras e para qual finalidade.
Autor: Luiz Piovesana
Publicado em TI Especialistas

21 de fev. de 2014

12 dicas para refinar suas buscas no Google

12 dicas para refinar suas buscas no Google

30/09/2010
às 7:00 \ Dicas

12 dicas para refinar suas buscas no Google

Há quem diga que existem duas eras na internet: “Antes do Google” (AG) e “Depois do Google” (DG). Isso porque, apesar de já existirem concorrentes quando o site foi lançado, o fruto de Sergey Brin e Larry Page cresceu de tal forma que se tornou sinônimo de busca na web, uma ferramenta complexa, com vários recursos interessantes. Alguns são óbvios, mas outros continuam desconhecidos do grande público. Na semana em que o Google completou doze anos, separamos doze dicas para você aproveitar melhor seus recursos. Confira.

1. Aspas
Esse é um dos truques mais velhos – e clássicos – da história das buscas. Procurando algo sobre um termo exato? Coloque-o entre aspas (exemplo: “campeonato brasileiro de futebol”). O Google vai fazer o máximo para encontrar exatamente o que você está procurando. Caso não encontre, vai indicar as palavras em ordem aleatória mesmo. Nunca é demais relembrar essa dica.
2. Operadores matemáticos
Dentro de uma busca, utilize o sinal matemático de subtração ( – ) para excluir um dos termos a serem rastreados. Isso vai ajudá-lo a refinar sua pesquisa. Por exemplo, o termo “Steve Jobs – Ballmer” vai retornar resultados relativos ao CEO da Apple (Steve Jobs), mas vai ignorar qualquer referência a “Ballmer”, de Steve Ballmer, atual presidente da Microsoft.
3. Coringa
O asterisco ( * ) funciona como um coringa em matéria de busca. Ele pode ser utilizado no meio de uma frase. Experimente a seguinte busca (sem as aspas): “Ainda que eu falasse a * eu nada seria”. A técnica é especialmente útil quando não lembramos parte do termo a ser buscado.
4. Procura em sites
Quer procurar algo em um site específico? Basta inserir na linha de busca o termo “site:”, seguido do endereço desejado. Experimente digitar (sem as aspas): “site:veja.abril.com.br”. O sistema vai procurar todas as referências dentro do mesmo domínio.
5. Definições
O operador “define:” funciona como uma espécie de dicionário, procurando os significados dos termos indicados pelo usuário em diversas páginas da web. Tente realizar a busca “define: azul”, por exemplo. Como resultado, você receberá informações sobre a cor.
6. Documentos específicos
Se você procura especificamente um arquivo PDF, uma apresentação em PowerPoint ou até uma planilha em Excel, pode dizer isso ao Google, por meio do comando “filetype: “, indicando a seguir o tipo de arquivo desejado. Por exemplo: “direito autoral filetype:pdf”
7. Calculadora
Precisa fazer um cálculo rápido? Tente digitar a expressão no campo de busca do Google. O sistema vai retornar uma página com o resultado. O cálculo “2*5+2-9/3″ vai resultar em “(2*5) + 2 – (9/3) = 9″.
8. Reconhecimento facial
Esse recurso não é 100% garantido, mas pode ser bem interessante. Se você estiver procurando o rosto de alguma pessoa, experimente colocar o nome e o comando “&imgtype=face”. O sistema vai preferir resultados de busca que trazem retratos. Infelizmente, o bom funcionamento do recurso ainda fica devendo nos rastreamentos em português. Mas experimente fazer duas buscas, ambas com o termo “paris”, uma utilizando o comando “&imgtype=face” e outra não. A diferença é evidente.
9. Filmes
Eis um recurso utilíssimo nas horas de lazer. Digite “filmes:” juntamente com o nome do filme em cartaz a que você pretende assistir. O Google vai devolver uma lista completa de cinemas e horários em que a obra pode ser vista. Digite “filmes: resident evil” no campo de busca e comprove.
10. Moedas
Euros, dólares, libras… Como calcular o valor dessas moedas em relação ao real? Simples, pergunte ao Google. O site possui um sistema de conversão de moedas. Basta digitar “dólares em reais” para ter o valor de 1 dólar convertido para a nossa moeda. Para obter valores específicos, basta entrar com o número, por exemplo: “50 dólares em reais”. O mesmo funciona para medidas.
11. Medidas, distâncias e afins
Assim como no caso das moedas, o Google oferece um conversor de distâncias e medidas. A sintaxe é praticamente a mesma: “metro para quilômetro”.
12. Horários
É fácil descobrir o fuso-horário em diversas cidades do planeta. Basta entrar com a frase “what time is it” e completar com o local desejado. Experimente com Brasília e Califórnia, por exemplo.

Bônus: resposta para a vida, o universo e tudo mais
Se você digitar o termo “answer to life, the universe, and everything” (“resposta para a vida, o universo e tudo mais”), o Google vai responder com o número “42″. Uma homenagem ao livro Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Curioso? Use o Google para matar a charada!

Você conhece mais alguma dica útil para buscas?
(Por James Della Valle)